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30 outubro 2009

Bang, Bang, você morreu!


Bang,Bang,você  morreu é um filme que apesar de parecer,não tem nada a ver com faroeste americano,ele é baseado na peça de teatro de William Mastrosimone, “Bang,Bang,you´re dead”,de 1999.O objetivo central da peça era denunciar a violência(não necessariamente física)nas escolas,e o filme demonstra o ambiente escolar que é retratado na peça.
 

A história é sobre Trevor Adams,um estudante do colegial que é  dado como problemático,mau filho,mau aluno,má pessoa,embora fosse este o destino do garoto traçado pelas pessoas à sua volta,inclusive seus pais,o jovem com a ajuda de uma câmera caseira consegue mostrar que nada do que as pessoas pensam,cai somente sobre ele.Sendo vítima de tão traumatizante perseguição,ameaçou destruir o time de futebol da escola,mas a salvação veio através do professor de teatro,Sr.Duncan que percebe o quanto Trevor é rejeitado e excluído e decide chamá-lo para atuar como protagonista na peça que dá nome ao filme.

Trevor em um primeiro momento não aceita,porém ele conhece Jenny,uma aluna nova que resolve apoiá-lo.Juntos,eles participam da peça de teatro e  criam uma revolta na escola,já que os pais dos estudantes não aceitam uma peça que conte a história de um rapaz que assassinou os próprios colegas e depois cometeu suicídio(muito menos com o protagonista,sendo o possível agente do crime).

O filme aborda de uma maneira simples como o preconceito,PRÉ –  CONCEITO,pode ser fatal nas ações de qualquer pessoa,principalmente de um estudante.As taxações como “rolha de poço”,  “quatro-olhos”, “feio”, “burro”etc...é muito comum entre crianças e adolescentes e recebe um nome especial: bullying,que é um termo em inglês utilizado para designar a prática dos atos agressivos entre estudantes,ou seja,quem sofre com o bullying é  aquele aluno perseguido,humilhado,intimidado.Especialistas revelam que esse fenômeno que acontece no mundo todo,pode provocar nas vítimas,desde diminuição da auto-estima até o suicídio.
 

Enfim,encontramos no filme muitos elementos da vida escolar e de problemas pessoais dos adolescentes,como falta de diálogo,incompreensão,hostilidade...
 

É um filme que realmente, vale à pena !!




Por Priscilla Telles

24 setembro 2009

Escritores da liberdade (Freedom Writers)


Segundo Dayrell (2003, p. 40) “nos deparamos no cotidiano com uma série de imagens a respeito da juventude que interferem na nossa maneira de compreender os jovens”. O mesmo autor ainda diz que o jovem que vive nesta fase de transitoriedade tende a ser visto de forma negativa pelos olhos da sociedade. Porém esta mesma sociedade não se recorda que um dia já fez parte desta tribo e que já passou por essa fase, representando imagens diferentes ou parecidas, dependendo da época.

É nesta perspectiva que indico o longa norte americano “Freedom Writers”, que foi traduzido para o português como “Escritores da liberdade”. O filme deixa bem clara uma das visões , retratadas por Dayrell, na qual ser jovem representaria  um  período de transição para a fase adulta, e põe em pauta uma aparente “negatividade” estereotipada que é mostrada através de jovens que estão no auge de sua rebeldia, associada a um ambiente de violência, criminalidade e incredulidade.

Apesar de a  maior parte dos meninos e meninas demonstrarem uma descrença no sistema educacional e na própria vida, bem como falta de perspectiva, pois o próprio meio não crê no potencial deles, há aqueles que acham que algo pode ser diferente e só aguardam por alguém que confie em seus potenciais mostrando  que podem, sim, ser os protagonistas de sua história e mudança, usando essa rebeldia para a mudança e escrevendo sua liberdade. 

Esse alguém esperado é vivido pela personagem da professora novata Erin, protagonizada pela atriz Hilary Swank, uma profissional cheia de sonhos que acredita que a realidade pode ser diferente.

A trama se passa em um cenário repleto de violência e gira em torno da professora e de jovens com suas diferentes histórias que têm em comum a vida em constante risco, devido à violência urbana. É uma verdadeira história de superação e de jovens que conseguem escrever o enredo de sua vida.




Por Simone Sousa Borges

20 setembro 2009

EASY RIDER (Sem Destino)

   “Liberdade é legal, mas falar dela e vivê-la são duas coisas diferentes... 
Eles falam sem parar de liberdade individual. Mas, quando vêem um indivíduo livre ficam com medo”
(George Hanson- Jack Nicholson)


Sem Destino, originalmente chamado “Easy Rider”, é um filme americano do diretor Dennis Hopper estreado na década de 1969. Esse filme se tornou um dos clássicos da juventude dessa época, conta a aventura de dois motociclistas protagonizados por Billy (Dennis Hopper) e Wyatt (Peter Fonda) e com o coadjuvante George Hanson (Jack Nicholson), que percorrem as estradas dos Estados Unidos em busca de uma América real e original. 

O filme está em consonância com um contexto histórico específico no qual a juventude expressa uma cultura diferente daquela predominante nos Estados Unidos e que foi denominado contracultura.

Aliado ao ideal de liberdade, os dois jovens vivenciam várias experiências no decorrer da viagem, inclusive preconceitos e tentativa de “enquadramentos” dada as suas maneiras “diferentes” de ser, de se vestir, de falar, etc... 

A trama aborda também  questões como entorpecentes (drogas), sexo, além de mostrar a construção da identidade com base em referenciais que ora são absorvidos, ora são repelidos pela juventude que em nenhum momento se mostra alheia à realidade que a cerca. Assim o fazer diferente demonstra um embate com questões que a sociedade considera como normal e padrão de conduta.

A produção é fortemente marcada pelo rock and roll, estilo músical que influenciou a mentalidade da juventude nas décadas de 60, mas que também foi considerado subversivo, interpretrado por artistas tidos “rebeldes” como os cantores Jimi Hendrix e Bob Dylan.

A busca de sentido que permeia a existência de todo ser humano, especialmente durante a sua juventude é caracterizada pela procura de referenciais que contribuam para a formação da identidade pessoal. A liberdade, nesse sentido, evidencia a não concordância com o sistema sociocultural vigente, e que suas atitudes demonstram que o jovem não está alheio aos problemas de seu tempo.

Sendo assim, é possivel ter em mente o anseio que o jovem tem em protagonizar a sua própria existência, sendo que a liberdade, unida à responsabilidade, pode, de fato, constituir as “armas” necessárias para a construção de uma sociedade justa, que saiba respeitar a individualidade do ser humano que, como diria o filósofo francês Sartre (1943), é condenado a ser livre.

É nesse contexto que se insere o nosso projeto, no sentido em que busca dar “espaço” aos jovens das diversas periferias de nossa cidade para que tragam à tona a peculiaridade de sua história, pelo revelar de suas identidades e expressões cultuais e incentivando a importância de sua forma de vida e o poder que têm de transformação de sua realidade.

Assim, apesar de se tratar de uma época um tanto quanto distante, esse filme pode ser repensado pela juventude atual pois remete a uma série de conquisatas alcançadas por essa juventude entre elas o direito à diversidade. Fica então uma reflexão: muitos das coisas que foram alcançados pela geração anos 60 foi com muito esforço e luta, portanto os jovens “de agora” podem e devem manifestar quem são e lutar pelo que querem!



Por Jamila Leoncio

13 setembro 2009

Quando o cinema fala da periferia

De uns anos pra cá cresceu o número de filmes, documentários e reportagens que colocam em pauta o tema ‘periferia’. Essa mudança é muito importante, pois dá protagonismo a personagens e histórias que antes ficavam esquecidas. Porém, há que se ter muito cuidado com algumas produções, que reforçam visões distorcidas e preconceituosas sobre a ‘periferia’.

Boa parte das produções audiovisuais sobre a periferia reproduzem dois tipos de visões, opostas, mas igualmente estereotipadas. O primeiro tipo de visão a que me refiro é aquela que traz uma representação dualista da periferia (o bem x o mal). Geralmente traz às telas o problema da criminalidade e do tráfico de drogas como marcas indiscutíveis da periferia. Normalmente retratam o sofrimento de “famílias de bem” sujeitas às mãos dos traficantes.


Outras produções que ainda atuam neste sentido mostram também a dificuldade da polícia em enfrentar os “bandidos” da favela. Sem tirar os méritos de cada produção, cito como exemplos: “Tropa de Elite”, “Cidade de Deus”, “Manda Bala”  entre outras.

Outra visão, igualmente estigmatizada, que também se faz presente nas produções audiovisuais é aquela que trabalha com a construção de heróis. São crianças, jovens, adultos ou grupos que conseguem superar “os problemas da periferia” e se tornam verdadeiros heróis, exemplos para toda a comunidade. Essas produções reproduzem o tradicional clichê norte-americano, superar as adversidades e vencer, trazendo a  idéia do vencer sozinho e que se um pode, todos podem, o que nem sempre é verdade. 


Um exemplo brasileiro é o documentário “Favela Rising”. Este documentário retrata a vida do cantor Anderson Sá, do grupo AfroReggae, mostrando como ele conseguiu mudar seu destino (entenda-se: não se tornar um criminoso) e ajudar outros jovens.

Também boa parte das reportagens televisivas e impressas traz embutida alguma dessas visões: ou o caos ou a libertação. É claro que não quero aqui tirar o mérito de grandes produções, como o filme “Cidade de Deus”, mas muitas vezes o audiovisual insiste em reforçar apenas alguns aspectos, desconsiderando toda a diversidade dos grupos periféricos. 


O que quero dizer, em outras palavras, é que não dá pra “jogar tudo no mesmo balde”. A periferia não é só “guerra e tráfico” e não é tão simples entrar em um grupo cultural e “vencer na vida”.

Um pouco do que vemos no cinema, na TV e na mídia é o que Joan Ferrés chama de processo sedutório. Isto é, levar o espectador a generalizar/globalizar/projetar um conjunto de valores sobre um universo do qual se conhece apenas uma parte. Ou seja, “mostrar a parte pelo todo”.

Diferentes perspectivas audiovisuais

É claro que nem todas as produções são assim. Especialmente alguns diretores e produtores têm insistido em revelar outros aspectos da periferia, valorizando a diversidade e as peculiaridades deste complexo universo. Um exemplo é o documentarista Eduardo Coutinho, que rompe com as visões simplificadas e traz às telas personagens complexos e ambíguos.

Coutinho se recusa a utilizar o método particular/geral. Ao invés disso, procura apresentar as ambigüidades e as incoerências dos depoimentos. Seus personagens não são tipos sociais/caricaturas, mas seres humanos “com voz” e protagonistas de uma história única. Outra característica de suas produções é evitar o uso de clichês e romper com o olhar de piedade/ assistencialismo sobre as classes desfavorecidas. Deixo como dica dois documentários de Coutinho: “Boca de Lixo” e “Santa Marta, duas semanas no morro”.

Neste mesmo sentido, outro documentário interessante é “O Prisioneiro da Grade de Ferro”, lançado em 2003 e dirigido por Paulo Sacramento. A novidade aqui é que, ao invés de um olhar “de fora para dentro”, são os próprios personagens que constroem olhares sobre si mesmos. O vídeo foi produzido a partir de uma oficina de cinema feita com aproximadamente 20 detentos do Carandiru. A oficina durou sete meses e os temas escolhidos para o documentário foram sugeridos e filmados, na maior parte das vezes, pelos próprios detentos. 


Está  claro que o meio audiovisual é restrito (financeiramente e temporalmente) e sujeito a edição, mas nem por isso terá necessariamente de reproduzir uma visão simplista e caricatural dos universos representados. O segredo é valorizar a diversidade e dar o protagonismo aos reais protagonistas, sempre! 




Por Ana Paula M. S. Mendes

09 setembro 2009

Uma onda no ar

O projeto Periferia de Ponta a Ponta: Juventude, Cidadania e Práticas Culturais tem como um dos objetivos abordar questões como diversidade cultural, racismo, exclusão social e direito de expressão. É de grande valia indicarmos o filme de Jorge Duran e Helvécio Ratton, Uma Onda no Ar, de autoria nacional e lançado em 2002, se encaixa na categoria Drama.


Esta obra cinematográfica aborda a história da Rádio Favela, criada por quatro jovens moradores de uma favela de Belo Horizonte, Jorge (Alexandre Moreno), Brau (Benjamin Abras), Roque (Babu Santana) e Zequiel (Adolfo Moura).


Além de enfrentarem todo um cenário violento, os quatro amigos fundadores desta rádio pirata, queriam dar voz aos moradores do morro, no entanto se depararam com a repressão policial em uma história regada com diversos estilos musicais e muita reivindicação social.


A história é baseada na trajetória do verdadeiro criador da Rádio Favela, Misael Avelino dos Santos, e tem como núcleos a polícia, a favela, a escola, a política, a rádio e o crime. Além de levar a comunicação entre o “asfalto” e a favela, é por meio deste importante meio de comunicação que os moradores reivindicam melhorias para o bairro e seus moradores.


Na vida real, a idéia de Misael, rendeu um prêmio da Nações Unidas a Rádio Favela pelo seu papel educativo e preventivo quanto ao tráfico e a criminalidade. Sem mencionar, no exemplo que deixa para todos os jovens que gostariam de dar voz as suas necessidades perante a sociedade como um todo.



Por Eliana Oliveira Pedreira

Comentários

Qual oficina você gostaria que tivesse no projeto?