20 outubro 2010

Vamos conversar sobre sexualidade?

Neste sábado (23/10), às 14h, acontece no colégio Espírito Santo a II Oficina sobre Sexualidade e Gêneros. O colégio fica na vila Maria Otília, no bairro de Oficinas.
Esta segunda oficina é a continuação da primeira atividade ocorrida no final de setembro. Mais uma vez a pedadoga Érika D'Oliveira estará à frente da discussão.

14 outubro 2010



Dias das crianças numa Periferia - Barracão do Careca, Ouro Verde
            12 de outubro de 2010, convencionado dia de Nossa Senhora Aparecida e também Dia das Crianças. Vila Ouro Verde, periferia distante 10 km do centro da cidade de Ponta Grossa. Sem asfalto, com falta de alguns serviços de saneamento básico, com residências de famílias simples. Um bairro de ruas de terra batida, e por vezes esquecido pelo poder público. Mas isso tudo seria empecilho para que as crianças do Ouro Verde tivessem um Dia das Crianças especial e alegre?
            Careca e seus colaboradores responderam a essa pergunta planejando um dia especial e cheio de atividades para as várias faixas etárias, dos pequenos aos mais jovens, meninas e meninos e até para seus pais e mães. Assim, o dia 12 de outubro foi um dia peculiar e de muita emoção, que coloriu a periferia em tela de muita cultura e diversão!
E a equipe do Projeto Periferia de Ponta a Ponta lá estava para conferir tudinho e realizar as filmagens do documentário sobre o Barracão do Careca e as atividades culturais que lá acontecem. Este documentário está sendo produzido por jovens do bairro Ouro Verde que participam do Projeto Periferia de Ponta a Ponta -Juventude, cidadania e práticas culturais.
            Logo pela manhã, foi organizado por Careca e membros do Projeto Atitude o campeonato infantil de futebol. Jogado em campo aberto de saibro, e com muitas crianças jogando descalças e sem os devidos equipamentos, não foi empecilho para a demonstração da força do futebol da periferia brasileira. Chapeis, dribles da vaca, elásticos e muitos gols bonitos rechearam a manhã. Quantos “Neymars” não poderiam ser revelados se estas crianças tivessem um maior acompanhamento e incentivo como tiveram nesse dia? 
            À tarde, as atividades continuaram com muita música e brincadeira. A rua onde se encontra o Barracão do Careca foi fechada e mais de 200 crianças com seus pais a ocuparam. Teve Vôlei, campeonato de duplas no futebol de travinha, dança de capoeira, cama elástica, pinturas de artes no rosto e até a Emília do Sítio do Picapau Amarelo apareceu para animar as crianças! Para fechar o dia, cada criança ganhou uma senha que permitiu pegar um kit de presente do Dia das Crianças, doado pela comunidade em geral, com pipoca e refrigerante, bolo e sanduíche.
No final da noite, ainda tivemos a apresentação do grupo de pagode dos jovens da periferia que se apresentaram no Barracão para algumas crianças e até adultos, que insistiam em se recusar que o sol havia se posto naquele 12 de outubro de 2010 no bairro Ouro Verde, distante 10 Km do centro de Ponta Grossa... 
Tempo e espaço peculiares, que mostram que não existem obstáculos e barreiras para que atividades culturais animem crianças e adultos, seja nas mais remotas das periferias, numa das mais remotas cidades do interior, ou num entre os mais de 200 países que compõem o Planeta/sistema Terra. E então, o Projeto Periferia Ponta a Ponta deseja a todos um bom Dia das Crianças! E que a chama da criatividade, da alegria e do impulso nunca morram no mais adulto dos adultos ou no mais velho dos velhos...
Eddie – Acadêmico do curso de geografia, 4º ano.




07 outubro 2010

I Oficina sobre sexualidade e relações de gênero atrai jovens e desperta a curiosidade acerca do assunto

Camilla Tavares

      No sábado, dia 25 de setembro, aconteceu na Escola Estadual Espírito Santo (Maria Otília/Oficinas) a primeira oficina sobre sexualidade e gêneros, ministrada por Érika Pessanha d’Oliveira, psicóloga e professora da Unicentro de Irati. O tema foi sugerido pelos jovens participantes do Projeto Periferia de Ponta a Ponta.

      A oficina, chamada “Vamos conversar sobre sexualidade?”, contou com a participação de adolescentes da própria escola e também do bairro Ouro Verde, além dos estagiários do Projeto. A oficina foi dividida em quatro blocos, durante os quais os jovens puderam conhecer mais sobre o assunto.

A primeira atividade proposta pela psicóloga foi para, primeiro, conhecer os participantes. A dinâmica utilizada foi a chamada “Dinâmica do Palito de Fósforo”. Érika explicou aos jovens e estagiários que a pessoa só podia se apresentar e falar sobre si enquanto o palito de fósforo estivesse aceso. Quando ele apagava, não se podia mais falar. Desta forma, além de conhecer apenas o nome, a idade e onde estudavam, os integrantes puderam conhecer também o que a pessoa gosta de fazer nas horas vagas e etc. 

        Após a apresentação, a psicóloga começou a explicar aos participantes por que as pessoas agem e pensam de formas diferentes – o que é indispensável para entender as relações de gênero. 

        Na segunda atividade, os participantes foram divididos em grupos de três e quatro pessoas para que discutissem e apontassem quais as vantagens e desvantagens de ser homem e mulher. A partir das respostas, Érika conversou a respeito dos comportamentos entre homem e mulher, e tentou explicar por que diferem tanto. 

      Para entender melhor, a psicóloga passou um vídeo mostrando como o comportamento do homem e da mulher é socialmente construído pela sociedade em que vivemos. O vídeo abordava as relações de gêneros, exemplificava o modelo machista da sociedade, no qual o homem é o que trabalha fora, traz dinheiro para dentro de casa e é o chefe da família. Enquanto isso, a mulher é vista como submissa ao marido e como dona de casa. Outro aspecto abordado no vídeo foi que relações entre pessoas do mesmo sexo não são aceitas – ou ainda, não são “normais” – em nossa sociedade. 

      A última atividade desta primeira oficina foi para conhecer o corpo humano. Os participantes foram mais uma vez divididos em grupos e tiveram que desenhar a forma de uma pessoa e o que eles lembravam que existia dentro do corpo humano. A atividade contribuiu para introduzir a questão da sexualidade, juntamente com as dúvidas de cada participante acerca do tema, que foi entregue escrita. Esta última parte vai ser mais bem abordada na próxima oficina, que acontecerá no dia 23 de outubro.

22 setembro 2010

XXVIII SEURS – A equipe do projeto estava lá

Na ultima semana, de 8 a 10 de setembro ocorreu em Florianópolis o XXVIII SEURS – Seminário de Extensão Universitária da Região Sul. O evento contava com pessoas dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, e era voltado para alunos e professores que participam de projetos de extensão. O projeto Periferia de Ponta a Ponta: Juventude, Cidadania e Práticas Culturais esteve presente no evento, onde membros da nossa equipe, a professora Ione, a Professora Lígia e os acadêmicos Bianca, Thiago e Débora ministraram uma oficina para os jovens catarinenses.
O tema da oficina foram expressões culturais, onde os alunos de uma 8ª série foram divididos em quatro grupos, sendo que cada grupo ficou responsável por uma expressão. Essas expressões eram:
• Desenho (os participantes aprenderam o que os desenhos expressavam e então fizeram um desenho de tema livre);
















• Música (foram apresentadas a origem de algumas músicas, quais influências elas sofreram e então os alunos fizeram em uma cartolina a árvore genealógica da relação entre diversos gêneros musicais);

















• Poesia (primeiramente os jovens leram algumas poesias e depois ficaram responsáveis por escreverem pequenos versos, que ficaram muito legais) e sobre o grafitti (aqui foram apresentados textos e fotos sobre a arte do grafitti, e então, os alunos transcreverem para a cartolina alguns termos específicos dessa arte).
















Depois das atividades, os alunos conheceram o nosso projeto, que foi apresentado pelas professoras Ligia e Ione. Houve outras atividades no SEURS, como apresentação de trabalhos, vídeos, palestras e também outras oficinas. A equipe retornou a Ponta Grossa na sexta-feira (10.09), já pensando em atividades que serão realizadas aqui em Ponta Grossa.

01 setembro 2010

Stencil: arte e expressão

O stencil é uma vertente popular do grafite. É a técnica de aplicar desenhos e ilustrações em superfícies de cimento ou tecido com tinta. Também pode ser representada através de números, letras ou qualquer outro símbolo tipográfico. Essas imagens feitas através do stencil podem ser figurativas ou abstratas, tudo depende da imaginação de quem o faz e a mensagem que pretende transmitir.
A aplicação do stencil acontece de forma rápida e simples. Por isso, o risco se torna menor quando é feita em lugares não permitidos. Essa técnica nada mais é do que uma aplicação de tinta em uma superfície através de um molde de acetato (plástico duro), o qual também pode ser substituído por outro material rígido (papel, cartolina, papelão, metal, radiografia), que possa ser desenhado e recortado. Normalmente, o mesmo molde pode ser reutilizado várias vezes e em locais diferentes.


O stencil é uma técnica muito antiga; era utilizada para aplicar estampas em tecidos. Com o passar do tempo, começou a ser usada em decorações e assinatura de documentos em série.
Somente a partir do séc. XX essa técnica começou a ser utilizada como forma de expressão através de cartazes políticos. Nos anos 80, os artistas de rua começam a estampar paredes e ruas das cidades.

Oficina de Stencil promovida pelo projeto

No dia 28 de Agosto aconteceu no pátio da UEPG uma oficina de stencil, destinado aos jovens que participam do projeto Periferia de Ponta a Ponta. Estiveram presentes grupos do Borsato, do Ouro Verde e do Baraúna. O objetivo foi mostrar aos presentes como é fácil aprender as técnicas para se fazer o stencil e, dessa forma, levar essa arte adiante.
No início, todos estavam muito tímidos, mantendo-se concentrados cada um em seu grupo. Bastou o André Fedel e seus ajudantes, Guilherme Smanioto e Michell Michalczyszyn, começarem a explicar o que é o stencil e como ele pode ser utilizado que ficou difícil saber quem era de qual grupo. Logo todos estavam misturados, interagindo e compartilhando os materiais para a produção do seu próprio stencil.

 
Para a maioria, foi o primeiro contato com a arte. Gilson Oliveira, 21 anos e morador do Borsato, conta que não fazia idéia que era tão simples essa prática: “O mais difícil é ligar as linhas e depois cortar com o estilete para sair o formato desejado. Achei bem interessante essa oficina, muito legal mesmo!”. O que também chamou a atenção de Gilson é que ele imaginava que o material utilizado fosse outro. “O mais interessante é que o material é bem simples, imaginava que fosse mais complicado”, ressalta.
André Fedel, acadêmico de Geografia, que foi quem administrou a oficina acha que alguns participantes do evento poderão levar a arte adiante. “Teve gente que se empenhou e pode passar esses conhecimentos para outros”, destaca.
Já no final da tarde a energia ainda era tanta que os jovens não queriam saber de guardar o material. Ainda havia muita criatividade! Mesmo quando todos já haviam feito a estampa na sua camiseta, ainda queriam continuar fazendo na cartolina ou em qualquer outro pedacinho de papel que pudesse ser aproveitado.


O projeto Periferia de Ponta a Ponta aproveita para fazer um agradecimento especial a André Fedel, Guilherme Smanioto e Michell Michalczyszyn pela colaboração e por ajudarem a levar seus conhecimentos à periferia pontagrossense!


Carla Carraro – Egressa do curso de Jornalismo

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